debruçada sobre o mar

debruçada sobre o mar

sábado, 12 de março de 2011

A geração pode ser lá o que for, o país é à toa!

Hoje sem se darem conta (ou dando), supostamente sem apoios de nenhuma organização, juntaram-se milhares de pessoas (200 mil diz-se) e desceram a avenida da Liberdade! (Nem de propósito encontraríamos um nome melhor para a passarela do descontentamento) sem se darem conta, ou dando, questionaram o regime.

A onde estão as conquistas de Abril? A onde esta a igualdade liberdade e fraternidade de 1910? A onde estão os capitães de Abril? Onde estão as liberdades igualitárias da republica? Onde está a “alegria” e “esperança” gerada em 74? Onde estão os milhares de empregos que o governo Sousa iria criar?

Somos um povo enganado! Somos um país desrespeitado por quem tinha a obrigação de proteger e fomentar o bem-estar e a dignidade da Pátria.

Os pecados de ninguém tornam santo, alguém. Mas é impossível não pensar na estabilidade e segurança do salazarismo/marcelismo.

Acho que atingimos o ponto exactamente oposto à primavera marcelista. Um tempo de prosperidade económica, apesar de uma guerra em três frentes, e esperança.

sexta-feira, 11 de março de 2011


A quando do sismo na Nova Zelândia tive intenção de neste insignificante espaço, registar a minha solidariedade e partilhar que tinha acrescentado às minhas intenções nas orações esse país que admiro muito. Não tive ocasião e vejo-me impelido a faze-lo por outro país e povo que admiro, o Japão.
É de facto uma tragédia que martiriza um povo tão trabalhador e organizado. Parece que a natureza se voltou contra aquele arquipélago.
Se o terceiro mundo é frequentemente ajudado, esperemos que o mundo se junte para dar ajuda e conforto a estas vítimas nestes dois países.
Rezemos pelos mortos, para que o Senhor os acolha na sua misericórdia e pelos vivos para que Ele lhes dê a paz e a força de que irão necessitar.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Será que algum manifestante terá votado no partido do governo ( uma, ou duas de seguida), será que todos votaram?

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ortográfico

Nota introdutória: este e os outros blogs da mesma autoria tiveram, tem e terão gralhas e beliscaduras à ortografia.

Nunca me passou pela cabeça ter que chegar a acordo com ninguém, sobre a camisa (minha) que resolvi vestir. Se corto o meu cabelo. O nome do meu cão. O que faço com o meu tempo livre.
Logo não consigo nem conseguirei perceber, porque raio tem que haver acordo sobre a ortografia da língua portuguesa.

O autor é proprietário, o proprietário é soberano. Se eu estabelecer um código, usa a quem eu transmitir e queira usar. Se não estiver de acordo, não usa, inventa outro…

Pelé, Roberto Carlos, Zico, Caetano Veloso, Emerson (o enorme Fittipaldi), Nelsinho e Nelsão Piquet, Ólí num sabe! Oçês, meus heróis, mi descurpem!

Xé ! É anssim, nós nos musseque fala difrente, mas cada qual como que evidentemente.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

TVI 1 Jornalismo com critério 0

Hoje dia 22 de Fevereiro no noticiário da noite, o das 8 a TVI mostrou uma filmagem (não uma reconstituição), de um crime de sangue. Tratou-se de um homem que num conflito familiar matou com vários tiros, um outro. Não tem interesse para o caso os pormenores da situação. Não interessa as motivações, como é que alguém estava a filmar a situação e o facto do autor dos disparos tem uma criança (provavelmente menos de seis anos ao colo).
Nada disso é importante para o caso. Isso é outro assunto.

O caso espantoso é que uma estação de televisão, em emissão aberta (isto é, não se trata de um canal de cabo pago), à hora de maior audiência e quando para o melhor ou para o pior as famílias ainda se reúnem, tunga! Passa um assassinato! Não era um filme. Não era uma reconstituição.
Tal como mostrou os imbecis de serviço no estádio de Alvalade que se pegaram com a Policia. (Passando igualmente imagens do responsável policial a explicar-se por ter feito o que lhe competia, estabelecer a ordem pública num grupo de energúmenos que deveriam ir limpar estradas ao fim de semana durante três anos para perceberem como é que as pessoa civilizadas se portam. Se ainda estão com folgo, vou continuar)

Dizia eu, como se noticia coisas comuns, e sim é comum, bestas em estádios de futebol, ou uma manif, um qualquer escândalozito como num período de contenção orçamental, uma empresa pública contratar vários gestores a 8 mil euros mês. Como se noticia qualquer banalidade destas, um homicídio. O jornalista de serviço, com o seu ar sério avisou que eram imagens chocantes….

Não chocante é esta opção editorial incrível de mostrar com imagens reais, com selo Correio da Manhã, outro prestigiado e categorizado órgão de comunicação social, mostra-se um “ furo” jornalístico. Um homicídio em imagens reais.

A TVI voltou a arrasar.

Republicação de artigo que por falha técnica aparece em Janeiro, quando, pelo inicio se percebe ter sido escrito um mês depois. Não consigo explicar a falha, mas porque me incomodou por demais o facto que comento, republico.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Comecei a escrever porque me desafiaram a fazer. Por gozo e pelas razões que cada blog enuncia. Nessa altura enviei o meu endereço a um ou outro amigo. Pouco ágil nestas coisas da técnica informática, só tempos depois descobri como poderia contabilizar as visitas. O blogger criou entretanto (ou eu descobri) um serviço de estatísticas e para minha surpresa constatei que não seriam apenas aqueles a quem enviei o meu endereço, que me liam. Tenho alguns leitores regulares e em vários países. Convido então a escreverem-me. Digam-me porquê me visitam, quem são, onde vivem. O que vos apetecer. Não vos encherei a caixa do correio e não tomarei a iniciativa de contactar. Mas responderei sempre. Mais não seja nestas páginas.
Se não aceitarem o convite, amigo como sempre, cá estarei, com a irregularidade habitual e a forma de ser e escrever.
Um obrigado por estarem aí. Eu continuarei aqui.

(obrigado ao(s) amigo(s) dos States que em visita(m) regularmente.)
pB.

bilessengue@gmail.com

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Balcanização de África

A mais estranha e das primeiras decisões da OUA (Organização de Unidade Africana), foi que as fronteiras herdadas da colonização eram sagradas.

O Sudão é um pais mal visto e com razões. Dizima populações, escraviza, abriga terroristas, ente muitas mal feitorias.

Curiosamente, ou não, realizou um referendo na zona sul do país, para decidir da independência ou continuação na “união”.

Talvez menos curioso a populaça votou pela independência. E aqui é talvez interessante fazermos uma pequena reflexão.

África é o continente com maior número de países. Quase todos com várias línguas, várias culturas e inimizades internas. Quase todos com fronteiras arbitrárias que ofendem a geografia natural e étnica.
Se a Tunísia abriu a porta para o desequilíbrio do mundo “árabe”, ainda teremos que verificar se o Sudão não abriu a porta a um estilhaçar de África. É bom de lembrar os conflitos como o Catanga, Biafra ou situações latentes como Cassamance, Sara Ocidental e Cabinda por exemplo.
A ver vamos!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Todo o amor que nos prendera, como se fora de cera, em pavor se convertera


Faz 50 anos que a invasão a Portugal começou. Apoiado pelos países de leste o Movimento Popular para a Libertação de Angola, atacou a 4 de Fevereiro a Casa de Reclusão em Luanda.
Em termos bélicos foi um golpe mal sucedido.
Foi apenas o marco do início do atentado à soberania de um pais legitimamente constituído e reconhecido pelas nações unidas e pelo direito internacional.
Foi apenas uma jogada do xadrez da guerra-fria.
Foi apenas o início da traição internacional dos aliados, encabeçados como sempre pelos Estados Unidos.
Foi o início da tragédia que ainda não terminou em Angola e nos angolanos que estão lá sem escolha e dos que tiveram que deixar a sua terra natal.

Não contemos com a história para a justiça. Resistamos apenas, não deixando que se dilua na tal história esses momentos em que democraticamente um grupo de drogados, alcoolizados e “enfeitiçados”, sobe o jugo e interesse de estrangeiros atacou uma nação soberana, num acto de terrorismo.

Obrigado Eusébio.





Quando Maradona Fez anos pensei em escrever sobre a figura que mais contraditórios sentimentos me produz. Quando Pele fez a nos aconteceu a mesma coisa (vontade de escrever) por que é uma figura mítica incontornável na história da Humanidade ( e eu sou admirador do homem).
Como não tive ocasião…pensei…não faz mal. Escrevo sobre o mais importante ser desportivo da minha infância. Aquele que é a única figura pública que gostava de conhecer. Eusébio.
Sou simpatizante do Benfica (fui sócio do Belenenses e sou adepto fervoroso) porque houve um Senhor chamado Eusébio.
Acho que o estádio da Luz, já se devia chamar Eusébio da Silva Ferreira.
Acho que daqui a muito anos ele (como Amália e eventualmente se tudo continuar assim, Mourinho) deveria ficar nos Jerónimos. Como Camões. São heróis nacionais, cada um em sua “arte”, mas são figuras em que a Pátria se revê e se encontra (encontrou) na sua grandiosidade.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

TVI 1 Bom senso. Bom gosto. Jornalismo com critério 0

Hoje dia 22 de Fevereiro no noticiário da noite, o das 8 a TVI mostrou uma filmagem (não uma reconstituição), de um crime de sangue. Tratou-se de um homem que num conflito familiar matou com vários tiros, um outro. Não tem interesse para o caso os pormenores da situação. Não interessa as motivações, como é que alguém estava a filmar a situação e o facto do autor dos disparos tem uma criança (provavelmente menos de seis anos ao colo).
Nada disso é importante para o caso. Isso é outro assunto.

O caso espantoso é que uma estação de televisão, em emissão aberta (isto é, não se trata de um canal de cabo pago), à hora de maior audiência e quando para o melhor ou para o pior as famílias ainda se reúnem, tunga! Passa um assassinato! Não era um filme. Não era uma reconstituição.
Tal como mostrou os imbecis de serviço no estádio de Alvalade que se pegaram com a Policia. (Passando igualmente imagens do responsável policial a explicar-se por ter feito o que lhe competia, estabelecer a ordem pública num grupo de energúmenos que deveriam ir limpar estradas ao fim de semana durante três anos para perceberem como é que as pessoa civilizadas se portam. Se ainda estão com folgo, vou continuar)

Dizia eu, como se noticia coisas comuns, e sim é comum, bestas em estádios de futebol, ou uma manif, um qualquer escândalozito como num período de contenção orçamental, uma empresa pública contratar vários gestores a 8 mil euros mês. Como se noticia qualquer banalidade destas, um homicídio. O jornalista de serviço, com o seu ar sério avisou que eram imagens chocantes….

Não chocante é esta opção editorial incrível de mostrar com imagens reais, com selo Correio da Manhã, outro prestigiado e categorizado órgão de comunicação social, mostra-se um “ furo” jornalístico. Um homicídio em imagens reais.

A TVI voltou a arrasar.

josé




Ainda não tinha escrito nada sobre um português que por ser orgulhoso da sua pátria quebrou o protocolo e falou na sua língua nacional quando foi considerado o melhor do mundo (o que todos já sabíamos) no seu trabalho….

Obrigado Zé! Tens razão. Temos poucos (ou quase nenhuns) motivos de alegria. Obrigado por esse. Podes ser peneirento, implicante, vaidoso, (ter treinado o FCP, essa é difícil, mas vá lá), que gostamos de ti.
É igualmente importante que digas, como repetidamente o fazes, que o futebol é importante para ti, mas que não é a coisa mais importante do mundo. O mais importante para ti é a família.

Obrigado pelo orgulho em ser português, é uma honra ser teu compatriota.
Obrigado.pb.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Depois da mensagem de ontem um amigo enviou-me esta resposta

Estás enganado - o "burro", não passa de um "papagaio".
Os "burros", são os tipos que continuam a votar no "papagaio" !

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Para os chineses, 2009 foi o ano do BOI e este ano é o do TIGRE.
Felizes são eles que, a cada ano, trocam de animal.

Nós já estamos há 7 anos com o mesmo burro!!!!....

Enviara-me por correio electrónico

Justo castigo!

O Srº Professor Doutor de Direito Público, Marcello Caetano no seu Manual de Direito Administrativo, II, 1980, p. 759, deixou escrito que uma redução de vencimentos "importaria para o funcionário uma degradação ou baixa de posto que só se concebe como grave sanção penal".


Um país que vota mal, merece sanção.


Excerto de publicação em blog pelo Prof. Luis Menezes Leitão, da Faculdade de Direito de Lisboa, penso que a 12 Jan 2011. Com os devidos respeito, homenagem e agradecimento.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

presidenciais

Estamos a dias das eleições presidenciais. Surge-me a pergunta…para quê?

No domingo vamos concretizar a razão de ser do sistema republicano, a eleição do rei por um determinado tempo, a que chamamos mandato.

Vamos (vão) escolher um cidadão para ser chefe de estado. E ele ficará grato, refém de uma clientela, um grupo de apoio, um lóbi. Mas os defensores do regime dizem …ser mais democrático.

Um rei não! Ninguém escolheu. Só porque é filho daquele homem/mulher…. E se ele for tolinho, se for incompetente….
Temos que lhes dar razão. Adolfo Hitler foi eleito, os ditadores africanos “fundadores” daqueles países, foram eleitos… (nas únicas eleições mais aproximadamente democráticas que tiveram nas suas histórias e por iniciativa dos safados dos colonizadores).

O Hugo Chavez também foi eleito. E o Obama que foi eleito por questões …cutâneas?

E com mais tempo e paciência ficaria a dar exemplos. Como os de cima e que são os mais óbvios e imediatos.

É isso que Domingo este infeliz país vai fazer. Escolher alguém que pode ser incoerente, estúpido, egoísta, vaidoso ou ter os defeitos que tiver, mas porque este povo que reelegeu Sousa depois de tudo o que ele fez e de tudo o que o povinho disse, fica automaticamente legitimado. Poderá vir a exercer uma magistratura activa (o que significa que foi inactivo antes), poderá ter a pretensão de ser um defensor dos valores de Abril (seja lá o que isso for e que já percebemos que não é nada de interessante), poderá ser um Defensor seja lá do quê, poderá ser um notável motor de uma ong ou um sei-lá da Madeira ou o inútil habitual que vem medir o pulso ao eleitorado do seu partido, para provar que ainda não são cadáver… poderá…mas será sempre alguém que fará de reizinho escolhido.

Será alguém que não tem uma utilidade que justifique o gasto. Não é um símbolo duradouro, não dá garantias de estabilidade, não congrega. E é, nem vale a pena tentar desmentir ( veja-se o antecessor no caso Santana), é parcial.

Servirá para satisfazer o sonho de grandeza de um cidadão nacional, nascido no território nacional com mais de trinta e cinco anos.