Luanda Angola Portugal. Memórias. Desporto. Livros. Filmes. Televisão. Música. E tudo o que me for na Alma.
debruçada sobre o mar
domingo, 16 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010

11 de Maio, terça-feira:
08.50 - Partida de avião do Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci de Fumicino, em Roma, para Lisboa
11.00 - Chegada ao Aeroporto Internacional da Portela, em Lisboa
Acolhimento oficial
Discurso do Santo Padre
12.45 - Cerimónia de boas-vindas, frente ao Mosteiro dos Jerónimos
Breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos
13.30 - Visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém
18.15 - Santa Missa no Terreiro do Paço. Homilia do Santo Padre
Mensagem do Santo Padre comemorativa do 50º aniversário da inauguração
do Santuário de Cristo Rei de Almada
08.50 - Partida de avião do Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci de Fumicino, em Roma, para Lisboa
11.00 - Chegada ao Aeroporto Internacional da Portela, em Lisboa
Acolhimento oficial
Discurso do Santo Padre
12.45 - Cerimónia de boas-vindas, frente ao Mosteiro dos Jerónimos
Breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos
13.30 - Visita de cortesia ao Presidente da República, no Palácio de Belém
18.15 - Santa Missa no Terreiro do Paço. Homilia do Santo Padre
Mensagem do Santo Padre comemorativa do 50º aniversário da inauguração
do Santuário de Cristo Rei de Almada
12 de Maio, quarta-feira:
07.30 - Santa Missa, em privado, na Capela da Nunciatura Apostólica
10.00 - Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém
Discurso do Santo Padre
12.00 - Encontro com o primeiro-ministro, na Nunciatura Apostólica
15.45 - Despedida da Nunciatura Apostólica
16.40 - Partida de helicóptero do Aeroporto Internacional da Portela de Lisboa para Fátima
17.10 - Chegada ao heliporto no grande parque do novo Estádio Municipal de Fátima
17.30 - Visita à Capelinha das Aparições
Oração do Santo Padre
18.00 - Celebração das Vésperas com sacerdotes, diáconos, religiosos/as,
seminaristas e agentes de pastoral, na Igreja da SS.ma Trindade
Discurso do Santo Padre
21.30 - Bênção das velas, na Capelinha das Aparições
Discurso do Santo Padre. Oração do Rosário
07.30 - Santa Missa, em privado, na Capela da Nunciatura Apostólica
10.00 - Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém
Discurso do Santo Padre
12.00 - Encontro com o primeiro-ministro, na Nunciatura Apostólica
15.45 - Despedida da Nunciatura Apostólica
16.40 - Partida de helicóptero do Aeroporto Internacional da Portela de Lisboa para Fátima
17.10 - Chegada ao heliporto no grande parque do novo Estádio Municipal de Fátima
17.30 - Visita à Capelinha das Aparições
Oração do Santo Padre
18.00 - Celebração das Vésperas com sacerdotes, diáconos, religiosos/as,
seminaristas e agentes de pastoral, na Igreja da SS.ma Trindade
Discurso do Santo Padre
21.30 - Bênção das velas, na Capelinha das Aparições
Discurso do Santo Padre. Oração do Rosário
13 de Maio, quinta-feira:
10.00 - Santa Missa na esplanada do Santuário de Fátima
Homilia do Santo Padre. Saudações do Santo Padre
13.00 - Almoço com os Bispos de Portugal
e com o Séquito Papal no Refeitório da Casa de Nossa Senhora do Carmo
17.00 - Encontro com as Organizações da Pastoral Social,
na Igreja da SS.ma Trindade.
Discurso do Santo Padre
18.45 - Encontro com os Bispos de Portugal
no Salão da Casa de Nossa Senhora do Carmo.
Discurso do Santo Padre
10.00 - Santa Missa na esplanada do Santuário de Fátima
Homilia do Santo Padre. Saudações do Santo Padre
13.00 - Almoço com os Bispos de Portugal
e com o Séquito Papal no Refeitório da Casa de Nossa Senhora do Carmo
17.00 - Encontro com as Organizações da Pastoral Social,
na Igreja da SS.ma Trindade.
Discurso do Santo Padre
18.45 - Encontro com os Bispos de Portugal
no Salão da Casa de Nossa Senhora do Carmo.
Discurso do Santo Padre
14 de Maio, sexta-feira:
08.00 - Despedida da Casa de Nossa Senhora do Carmo
08.40 - Partida de helicóptero do heliporto de Fátima para o Porto
09.30 - Chegada ao heliporto do Quartel da Serra do Pilar, em Gaia
10.15 - Santa Missa na Avenida dos Aliados, no Porto
Homilia do Santo Padre
13.30 - Cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional Sá Carneiro do Porto. Discurso do Santo Padre
14.00 - Partida de avião do Porto para Roma
18.00 - Chegada ao Aeroporto de Ciampino, em Roma
08.00 - Despedida da Casa de Nossa Senhora do Carmo
08.40 - Partida de helicóptero do heliporto de Fátima para o Porto
09.30 - Chegada ao heliporto do Quartel da Serra do Pilar, em Gaia
10.15 - Santa Missa na Avenida dos Aliados, no Porto
Homilia do Santo Padre
13.30 - Cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional Sá Carneiro do Porto. Discurso do Santo Padre
14.00 - Partida de avião do Porto para Roma
18.00 - Chegada ao Aeroporto de Ciampino, em Roma
domingo, 25 de abril de 2010

Dá-me sempre vontade de chorar.
Fico sempre pensativo e com o sentimento de perda irreparável.
Fico com uma ausência de futuro.
Sinto que o tempo parou.
Sinto desconforto.
Sinto confusão e anarquia e depois percebo.
Não é um sentimento…é uma observação.
Fico sempre pensativo e com o sentimento de perda irreparável.
Fico com uma ausência de futuro.
Sinto que o tempo parou.
Sinto desconforto.
Sinto confusão e anarquia e depois percebo.
Não é um sentimento…é uma observação.
Deve ser dos cravos.
Há no ar um cheiro a traição e abandono.
Deve ser dos cadáveres dos ex portugueses que morreram no ultramar.
Há no ar um cheiro a podre.
Deve ser da sujidade que a falta de justiça exala.
Depois dizem-me que só publico isto porque Abril aconteceu.
Porque se conquistou a liberdade.
NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A liberdade foi a única coisa que não conseguiram destruir.
É o preço mínimo, a simbólica indemnização,
Insuficiente para o estrago feito.
Dá-me a sensação de viver um capricho,
Uma birra.
Uma brincadeira com armas
E uma das armas disparou.
E agora…?
Quem me dera, quem nos dera ter morrido nesse dia.
Com o devido respeito por quem desenhou e assinou a imagem acima exibida, aquém se reconhecem todos os direitos autorais.
sábado, 24 de abril de 2010
Cá estamos. A tal data que causa e justifica tudo isto que vivemos. A data mais cara de sempre da nossa História. O preço da tal liberdade.
A data que nos faz pensar como a máxima popular está certa. Depois de mim virá quem de mim bom fará.
A data que nos faz pensar como a máxima popular está certa. Depois de mim virá quem de mim bom fará.
A data irremediavelmente triste, desconfortável. A data da desilusão. Da decepção. Do ultraje que ficou para lá do mar. Da traição. A data que nos levou ao estado das coisas.
E perante isto só me resta viver dignamente a minha nacionalidade, na minha insignificância dar o meu contributo diário e viver esses valores cá dentro. Estou pronto, inconformado, mas pronto. Ganhei experiência como Católico, Patriota (sem terra), belenenses, hetro. Estou habituado a ser estranho e minoritário. Estou habituado a remar contra a maré, ou a esgueirar-me da enxurrada. Prefiro pensar mal, mas por mim. Sou fora do tempo. Sou contracultura, não no sentido pretensioso pseudo marginal, de pseudo intelectuais de eventuais esquerdas.
Não me preocupo em ser politicamente correcto.
Ínsito comigo em ser Humana e Moralmente correcto.
Isso é o que me importa.
terça-feira, 13 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Páscoa marcada pelo escândalo da pedofilia ou gostaríamos que a Páscoa tivesse sido marcada pelo escândalo da pedofilia.
O antes do “ou” era titulo de vários noticiários das várias estações televisivas.
Vamos cá a ver se no entendemos….
1º Os Católicos têm milhões de defeitos, a que chamamos pecados. E assumimos. Não fazemos como, por exemplo os marxistas e outros semelhantes que quando se deparam com erros do passado ou presente, afirmam, isso não é um verdadeiro comunista ou isso não é de comunista. Nem somos como os Maçons que se julgam superiores. Não. Lamentavelmente, como disse um padre amigo meu e que muito me ensinou, “Deus não fez a sua igreja de anjos. Tinha siso melhor para Ele e para nós. Mas Ele quis assim.”
(Sinto-me dorido, magoado, traído? Sim)
2º O que marcou, marca e marcará a Páscoa é a alegria infindável que a Ressurreição de Jesus O Cristo Nosso Senhor. Alegria pela sua vitória, pela nossa heranças, pela igualmente infindável esperança que essa vitoria sobre a morte nos dá.
3º É indescritível o sentimento de repulsa e asco que as atitudes desses seres em queda, provoca em qualquer Católico.Mas também é verdade que fomos ensinados por essa mesma igreja que falha, que odiamos o pecado, amamos o pecador.
4º O dito (escrito) no ponto anterior não consiste em nenhuma vontade de branqueamento, desculpabilização ou memorização do crime contra a humanidade, cometido por esses membros infelizes da nossa Igreja. (É que um irmão nosso, mesmo que assassino, não deixa de ser irmão, quer se goste ou queira ou não!)
5º Temos em nós, um por vezes criticado “costume” de nos confessarmos. É mesmo um Sacramento. Termina com uma penitência. Um tempo e espaço de reflexão e correcção..e correcção, através da oração, geralmente. Isso não invalida ou evita a justiça civil. Sem cinismos…a César o que é de César.
6º Já não é, infelizmente, nova esta situação. Há alguns anos foram várias as dioceses dos Estados Unidos afectadas por este flagelo.
7º Será que alguns milhões solucionam a situação, como aconteceu no referido no ponto 6? !!!!!!????
8º O que se pretende da Igreja, do Papa e dos Bispos.
a) Uma casa às bruxas, com consequente queima pública? Ou a Inquisição não foi um tempo de retrocesso na história???!~
b) Um suicídio da Cúria Romana em bloco?
c) Um pedido de desculpas do Papa…ele não o fez já? (pergunto a sério?) Pelo menos já admitiu a dor que esta situação nos provoca.
d) O cumprimento do ponto 7? Isso irá apagar o sofrimento das vítimas? Mas ajudava alguns advogados. Então se houvesse julgamentos… Isso é que era mesmo bom. Mais uma dose massiva de jornais e noticiários e de audiências televisivas e advogados. Um Casa Pia a nível global e com a odiável Igreja como réu. Uhau…um sonho!!!!
9º A minha oração reúne, o Papa, os criminosos e as vitimas. Quando tenho tempo e consigo atingir níveis de evolução Cristã, também me lembro dos imbecis que imbuídos da sua missão de informar, não deixam de procurar a verdade (especialmente se ela for repugnante) para bem de todos.
10º Sim. De facto houve erro! Faltou fazer alguma coisa. Deverão ser entregues à justiça os Padres que cometeram tais crimes. Sim os seus superiores que tiveram efectivamente conhecimento e não agiram, devem assumir as suas responsabilidades. Continuarão a ter lugar na Igreja, mas não certamente nas funções que mal desempenharam.Como disse e muito bem dito o Sr. Bispo “a divulgação obsessiva”, já cansa, digo eu.
Sim já cansa a cagança que os media, esses impolutos seres em tudo superiores a todos os outros seres Humanos, tem estado a fazer.Compreende-se. Os atentados, já não captam a atenção, não tem havido terramotos, o Haiti, já deu. A Madeira está a recuperar. Bem…uma pessoa tem que vender jornais (televisivos, radiofónicos ou em papel), e uma história com sexo e Igreja, é uma enorme tentação. Talvez não menor que a tentação dos criminosos. E as vitimas. Bem essas dão um jeitão, especialmente se derem umas entrevistas, daquela com a cara desfocada e com todos os outros dados reconhecíveis a quem com eles tiver convivido.
Oremos pelas vítimas, pelos agressores e pelas vítimas indirectas (familiares, responsáveis (sérios em especial o Papa) pela igreja e todos os seus membros. (Principalmente pela vítimas.)
sábado, 13 de março de 2010
Comemorar o quê?
Dez milhões de euros é o que vão (estão) e espatifar com a comemoração no centenário de um regime que contrariando os princípios democráticos de respeitar os resultados das eleições fez um golpe de estado e impôs-se. Isto depois de em actos terroristas ter morto o chefe de estado e o seu filho e ter feito explodir várias bombas. Vamos comemorar o quê?
O duplo homicídio? A primeira republica com a sequência de caos e desordem?
O Salazarismo, com o qual é pecado mortal simpatizar?
A republica corrupta que levou ao descrédito qualquer esperança de melhorias que o tal Abril trouxe e a traição expurga de milhões de portugueses a quem nunca mingúem perguntou nada, quando se lá chegou nas descobertas e na sua “libertação”?
Comemorar o quê?
quinta-feira, 4 de março de 2010
Conseguiu-se juntar a porcaria toda para a festa da grande porcalhona.
Estamos em pleno centenário de república.
Estamos em plena crise…económica, financeira, cultural, judicial, social, civilizacional, moral… isto é: a centenária faz anos e todos os seus descendentes reuniram-se…
Mas para a festa ser maior, juntaram-se 10 milhões de euros !!!!!!!!!!!!.
DEZ milhões de euros…..?????!!!!!! e não há aumento para a função pública?! E temos que fazer contenção de despesas!???? E tantas outras coisas que nos enfiam ouvidos a dentro…!!! E 10 milhões de euros para festejar a cabra…!!!
Estamos em plena crise…económica, financeira, cultural, judicial, social, civilizacional, moral… isto é: a centenária faz anos e todos os seus descendentes reuniram-se…
Mas para a festa ser maior, juntaram-se 10 milhões de euros !!!!!!!!!!!!.
DEZ milhões de euros…..?????!!!!!! e não há aumento para a função pública?! E temos que fazer contenção de despesas!???? E tantas outras coisas que nos enfiam ouvidos a dentro…!!! E 10 milhões de euros para festejar a cabra…!!!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Anda Pacheco
Para eles o que conta é a "causa", não o mérito da instituição a cujas portas pretendem aceder e por isso a questão é outra, bem longe da luta por um direito, é um ataque a uma determinada forma de viver em sociedade, que abominam e desprezam e tem pouco a ver com a sua cultura e a sua mundovisão.
Sabem que ao romper na lei a relação do casamento com a família nuclear, que implica possibilidade real da procriação, erodem para outros um valor que não desejam.
É por isso que se trata de uma "luta", não por direitos, mas contra uma determinada forma de sociedade.
E é também por isso que por todo o debate mostrou uma enorme intolerância num só sentido.
"Fanáticos", "intolerantes", "retrógrados", "reaccionários", "aberrantes", foram palavras comuns, ecoando o que era o tom de muita comunicação social que tomou a causa como sua.
"Tacanhos" eram todos os que se opunham ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Não é "luta de classes", mas é kulturkampf.
Pacheco Pereira no Público
Com muito respeito e agradecido ao autor e “publicadores”.
Com muito respeito e agradecido ao autor e “publicadores”.
É bom quando os meninos terríveis dizem coisas que os revolucionários têm que engolir.
Já agora aceito ser fanático, intolerante, retrógrado, reaccionário, aberrante, tacanho se isso significa ser diferente deles. Mas maricas…não.
sábado, 9 de janeiro de 2010
heteros
Sou diferente. Sou assim porque a minha natureza me fez assim, a minha educação e a minha opção. Sou diferente e assumo-me, com todo o peso e preços que tenho que pagar e aos quais não viro a cara. Enfrento desde que me conheço e me sei gente. Sou católico, e serei até ao último sopro, lutando até ao limite contra os leus limites. Sou português, com amor de raiva. Sou monárquico, sou belenenses que não tem importância nenhuma, mas me faz diferente da maioria. Sou assim não para ser diferente, mas porque é assim que sou. Por causa disso, não posso ser maçon, nem comunista(nem quero)... Não posso ter duas mulheres. Não quero outra nacionalidade. Não voto para a presidência da república, e quero que o Belém ganhe os jogos. Se não fosse assim…eu, não era eu!
Assumo publicamente a minha fé e isso, leva a alguns sorrisos. Levanto a minha voz na defesa dos princípios que Cristo me transmitiu. Vivo e amo num país desgraçado que é habitado por gente de que me envergonho por vezes. Gostaria de ter um rei e digo isso alto, provocando outros sorrisos ou até mesmo mais. Divirto-me com os comentários dos colegas sobre a s grandes performances dos rapazes de cruz ao peito.
Não escondo o meu amor por Cristo o meu Senhor. Continuo a amar sem porquê, porque é assim que se ama, o meu país. Votaria sim no referendo sobre o regime e a sua figura máxima, se a alternativa fosse rei. Mesmo que isso signifique perder. E mesmo que desça de divisão irei consultar a página desportiva para saber o resultado do meu clube.
Não quero ser eu e outro. Quero ser eu mesmo se isso significa ser diferente.
Tenho uma mulher a quem me dou. Registei essa doação que será até que a existência física de um de nós se extinga. Registei porque vivo numa sociedade onde estas coisas se registam para que se saiba e para ter os direitos e deveres a que fico sujeito. E porque tenho Deus sempre no meu projecto de vida, precisei da sua bênção que me foi dada por alguém capacitado. Isto é casei-me religiosamente.
Assumo assim as minhas diferenças. O que me faz diferente. Não aceito ser diferente e quer (ser) igual.
Então onde está o interesse e a coerência em quem se assume diferente e procura imitar os iguais? Sejam originais! Sejam "alegres" (ou trystes) mas não sejam como eu! E o estado que nos defenda. Que proteja as diferenças mantendo-as diferentes.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Eu nunca gostei de palhaços.
Mão amiga fez chegar até mim. Eu não podia deixar de partilhar. Com o devido respeito por quem publicou e por quem escreveu.
O palhaço
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.
O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.
Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.
O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos.
Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.
E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.
O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém.
Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.
O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público.
E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.
Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço.
Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.
O palhaço
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.
O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.
Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.
O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos.
Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.
E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.
O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém.
Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.
O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público.
E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.
Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço.
Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.
por Mário Crespo. Obrigado.
Eu nunca gostei de palhaços. Nem sequer de Circo.
Bom de mais para estar só neste blog. Encontra-se também publicado no Poia o nosso blog sombra.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
FACE PERDIDA
Depois de tudo o que se tem passado esta é operação que este regime republicano pretensamente democrático e decadente, tem que fazer. Assumir que perdeu a face.
Cirurgia estética recomenda-se.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Luanda Angola Portugal,

Hoje faz anos que pelas cinco e tal da tarde, eu, a minha mãe e as minhas irmãs nos deslocamos ao Palácio de Sua Exª o Sr. Governador Geral para vermos uma última vez a bandeira nacional encarnada e verde com as quinas hasteada no mastro principal da Província.
Estava um fim de tarde típico de Luanda. Com aquela iluminação dourada e uma brisa suave.
Fomos para um último acto de sentimento de pertença patriótica.
Mas ironicamente a bandeira já tinha sido retirada (vim a saber muitos anos mais tarde por volta das duas, para evitar confusão…qual? Num país que estava em guerra). Ironia porque aquele dia era a véspera da “independência”. Ironia porque aquela data não significava nada. Era nada. Ser nessa noite ou noutra qualquer era indiferente. O País estava esventrado a Província incendiada e o povo estilhaçado. Podem chamar-lhe independência. Podem mesmo chamar-lhe o que quiserem. Nunca será nada do que lhe quiserem nomear, se não lhe chamarem …morte.
Lembro-me e ainda oiço o silêncio triste que se fez depois da decepção em todo o regresso a casa.
(Também me lembro da última vez que ouvi o hino nacional, dias antes e de ter chorado. Da minha mãe me ter falado da possibilidade de uma vez eu crescido poder vir à Metrópole matar saudades de Portugal.)
Luanda Angola Portugal, continua e continuará a ser o meu local de nascimento e o meu endereço emocional.
Estava um fim de tarde típico de Luanda. Com aquela iluminação dourada e uma brisa suave.
Fomos para um último acto de sentimento de pertença patriótica.
Mas ironicamente a bandeira já tinha sido retirada (vim a saber muitos anos mais tarde por volta das duas, para evitar confusão…qual? Num país que estava em guerra). Ironia porque aquele dia era a véspera da “independência”. Ironia porque aquela data não significava nada. Era nada. Ser nessa noite ou noutra qualquer era indiferente. O País estava esventrado a Província incendiada e o povo estilhaçado. Podem chamar-lhe independência. Podem mesmo chamar-lhe o que quiserem. Nunca será nada do que lhe quiserem nomear, se não lhe chamarem …morte.
Lembro-me e ainda oiço o silêncio triste que se fez depois da decepção em todo o regresso a casa.
(Também me lembro da última vez que ouvi o hino nacional, dias antes e de ter chorado. Da minha mãe me ter falado da possibilidade de uma vez eu crescido poder vir à Metrópole matar saudades de Portugal.)
Luanda Angola Portugal, continua e continuará a ser o meu local de nascimento e o meu endereço emocional.
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