debruçada sobre o mar

debruçada sobre o mar

quinta-feira, 12 de abril de 2012

É o estado quem vai pagar.

O impoluto Mário Alberto foi apanhado na esgalha. A 199 km/hora.

Segundo a notícia foi “bastante mal-educado” e disse “o Estado é que vai pagar a multa”.

É de facto um ser de uma grande dignidade.


Como é laico não se pode dizer, Deus lhe valha. Como é republicano, não nos surpreende, como é socialista é natural que não se sinta bem, no estado em que deixaram isto …

In blog Poia.




Não transcrevemos, por respeito pela Páscoa, tempo que quisemos celebrar com a maior dignidade e simplicidade e por isso deixamos para depois a porcaria. Agora cá está.

domingo, 8 de abril de 2012

ALELUIA!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Quaresma 2012 Sexta -feira da Semana Santa

E, inclinando a cabaça expirou. Jo 19,30


Todos se retiram em silêncio, não para chorar a morte de Cristo, mas para meditar no seu mistério e se preparar, no recolhimento para a alegria do Aleluia que ecoará na Vigília Pascal.
(In Missal Quotidiano Paulus)


Um olhar terno e grato a Maria.


in Sal terrae Lux mundi

Quaresma 2012 Quinta -feira da Semana Santa

Fazei isto em memória de mim. 1Cor 11,24




Momento de oração: ajuda-nos Senhor a sobrepormos a qualquer circunstância da nossa vida, a tua memória.



im Sal terrae Lux mundi

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Quaresma 2012 Quarta -feira da Semana Santa

O Senhor Deus ensinou-me o que devo dizer, para saber dar palavras de alento aos desanimados. Is 50, 4


Num tempo duro e injusto como o nosso, estarmos disponíveis e atentos à possibilidade do Senhor nos usar como instrumento, é uma exigência maior, a que devemos estar atentos.



A palavra meiga, no momento certo, que realça a capacidade pouco ou nada reconhecida, que reconhece o esforço, que conforta pela esperança que provoca, pode ser um serviço sem preço.

Não é só através dos grandes gestos, das doações transcendentais que elevamos o mundo. Um sorriso, uma palavra disponível no momento certo, discreta, simples para quem diz e de valor incalculável para quem ouve.

Momento de oração: ensina-me Senhor a saber e a dizer aos desanimados e a todos os que necessitem, a tua palavra. Usa-me Senhor.


in Sal terrae Lux mundi

terça-feira, 3 de abril de 2012

Quaresma 2012 Terça-feira da Semana Santa

Darás a vida por mim? Jo 13,38

Daria a vida por Ele?
Provavelmente a maioria de nós, por misericórdia de Deus, tem uma vida demasiado sossegada e banal, para que haja uma situação extrema em que o amor ao Senhor seja colocado numa situação de doação radical última. Pelo que a pergunta ficará sempre com uma resposta teórica que reflecte a nossa melhor intenção.


Mas e nos momentos insignificantes? No dia-a-dia. Nas coisas que fazemos regularmente, sem pensar? Nas esperas? Nos silêncios? Nas solidões? No caminho? Distraidamente? Damos a vida por Ele?

Momento de oração: ajuda-me Senhor a não ficar apenas na pura e recta intenção. Ajuda-me, na insignificâncias das minhas horas a dar a minha vida, a Ti.


in Sal terrae Lux mundi

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Quaresma 2012 Segunda-feira da Semana Santa

Então, Maria ungiu os pés de Jesus com uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, e enxugou-lhos com os seus cabelos. A casa encheu-se com a fragrância do perfume. Jo 12, 3.


Ao prostra-se em serviço e adoração, encheu a casa de perfume. Madalena cumpre a natureza Humana. O serviço e adoração ao Criador, neste caso na figura do seu Filho. E sempre que o Homem cumpre a sua natureza, equilibra o seu ecossistema. Melhora o mundo. No mais pequeno gesto, simbólico que seja, discreto, escondido, por vezes apenas no seu íntimo, sempre que cumprimos, o mundo melhora. E o perfume do Amor de Deus que nós portamos, espalha-se.



Momento de oração: Fazei Senhor, que na tua infinita misericórdia permitas que eu seja um recipiente do teu bálsamo para a Humanidade e dispõem a minha vontade para o serviço que perfume o mundo.


in Sal terrae Lux mundi

Quaresma 2012 Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

Assumindo a condição de servo Filip 2,7

Momento de Oração: Ajuda-nos Senhor a sabermos servir. A servir-Te. A servi-Te nos que connosco vivem, naqueles passam por nós na vida. A servir com amor e dedicação, não apenas a executar as tarefas a que somos compelidos pelas necessidades ou obrigações. Ajuda-nos a ser mos capazes, na nossa mínima dimensão a imitarmos ao Teu Filho.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O Desacordo ortográfico

De Maria Clara Assunção. Transcrevemos respeitosamente. Parabéns à autora absolutamente genial. Um muito obrigado





Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito.
Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.

É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer?
Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.
Porqe é qe "assunção" se escreve com "ç" e "ascensão" se escreve com "s"?
Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o "ç".
Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o "ç" e o substitua por um simples "s" o qual passaria a ter um único som.

Como consequência, também os "ss" deixariam de ser nesesários já qe um "s" se pasará a ler sempre e apenas "s".
Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, "uzar", é isso mesmo, se o "s" pasar a ter sempre o som de "s" o som "z" pasará a ser sempre reprezentado por um "z".
Simples não é? se o som é "s", escreve-se sempre com s. Se o som é "z" escreve-se sempre com "z".

Quanto ao "c" (que se diz "cê" mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de "q") pode, com vantagem, ser substituído pelo "q". Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de "k".
Não pensem qe me esqesi do som "ch".
O som "ch" pasa a ser reprezentado pela letra "x". Alguém dix "csix" para dezinar o "x"? Ninguém, pois não? O "x" xama-se "xis". Poix é iso mexmo qe fiqa.

Qomo podem ver, já eliminámox o "c", o "h", o "p" e o "u" inúteix, a tripla leitura da letra "s" e também a tripla leitura da letra "x".

Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam "simpléqs", leiam simplex. O som "qs" pasa a ser exqrito "qs" u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.

Vejamox o qaso do som "j". Umax vezex excrevemox exte som qom "j" outrax vezex qom "g". Para qê qomplicar?!?
Se uzarmox sempre o "j" para o som "j" não presizamox do "u" a segir à letra "g" poix exta terá, sempre, o som "g" e nunqa o som "j". Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex?
Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!
Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox.

A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia.

É o qazo da letra "a". Umax vezex lê-se "á", aberto, outrax vezex lê-se "â", fexado. Nada a fazer.

Max, em outrox qazos, á alternativax.
Vejamox o "o": umax vezex lê-se "ó", outrax vezex lê-se "u" e outrax, ainda, lê-se "ô". Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! Para qe é qe temux o "u"? Para u uzar, não? Se u som "u" pasar a ser sempre reprezentado pela letra "u" fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u "o" pasa a suar sempre "ó", tornandu até dexnesesáriu u asentu.
Já nu qazu da letra "e", também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa "é", abertu, pudemux usar u "e". U mexmu para u som "ê". Max quandu u "e" se lê "i", deverá ser subxtituídu pelu "i". I naqelex qazux em qe u "e" se lê "â" deve ser subxtituidu pelu "a".
Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u "til" subxtituindu, nus ditongux, "ão" pur "aum", "ães" - ou melhor "ãix" - pur "ainx" i "õix" pur "oinx".
Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Quaresma 2012 5º Domingo

Senhor, nós queríamos ver Jesus. Jo 12,21



Reside na falta de vontade de “ver” Jesus a fonte de infelicidade do mundo.


Na falta de vontade em ver Jesus naquele que se cruza connosco. Numa porta, numa sala de espera, na fila, no auto-carro ou comboio ao nosso lado. Naquele que nos ofende e magoa.
Hoje é de novo necessário pedir ao Senhor, nós queríamos ver Jesus, em cada um daqueles por quem Ele se deu.


Momento de oração: para que a Humanidade O veja no seu semelhante. Por todos os que sofrem de cegueira na alma.


in Sal terrae Lux mundi

domingo, 18 de março de 2012

Memória Obrigatória

Seja a 18 de Março. Seja a 10 ou 20. Seja que mês ou que ano for… 15 de Março será sempre lembrado pelo Portugueses de Angola e todos os outros patriotas com memória, como o dia do massacre.

Aqui fica assinalado. 15 de Março 1961.

Quaresma 2012 4º Domingo

Porque Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.
Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou em nome do Filho Unigénito de Deus.
E a causa da condenação é esta: a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque eram más as suas obras. Todo aquele que pratica más acções odeia a luz e não se aproxima dela, para que as suas obras não sejam denunciadas.
Mas quem pratica a verdade aproxima-se da luz, para que as suas obras sejam manifestas, pois são feitas em Deus.

Jo 3,16-21



Momento de oração: Dá-nos Senhor a tua luz.


in Sal terrae Lux mundi

terça-feira, 13 de março de 2012

Quaresma 2012 3º Domingo

Não terás outros deuses Ex.20,3


E o ser humano não escutou. Recusou-O e foi acorrer refugiar-se noutros deuses. Deus morreu, gritaram. Mas na verdade é o Homem que se esta a matar. É o Homem que está a morrer. “Livre” de jugos opressores, tornado super-homem, escravizasse ao dinheiro, poder político, moda, dependências, desregramentos morais.


Perante isto respondemos


Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria, mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, mas, para os eleitos - quer judeus quer gregos, força de Deus e sabedoria de Deus. 1Cor. 1,22-24

Momento de oração: Por todos os que não encontram o verdadeiro

in Sal terrae Lux mundi

terça-feira, 6 de março de 2012

Quaresma 2012 2º Domingo

Se Deus está por nós, quem estará contra nós? Rom 8.31

Por mais crise que aja! Por mais difícil que seja a existência no presente. Por mais que os tempos nos pareçam (e sejam) adversos… temos Deus.

Certamente os tempos estão tão difíceis precisamente por que a humanidade, na sua estupides, dispensou-O da sua vida.

Mas nós mantemos a chama acesa e seremos consolados. E seremos apoiados. E caminharemos. E venceremos da agrura seja ela qual for. Porque se Deus está por nós… não importa que esteja contra nós…


Momento de oração: por todos os que se sentem abandonados e em desespero. Pela nossa Pátria e para que ela perceba que tem Deus e por isso pode vencer.






im blog Sal terrae Lux mundi

Quando os filhos falham

Um dia destes, uma família de “celebridades” nacional foi alvo de uma reportagem num canal generalista (entenda-se fútil).



A questão andava à volta da filha, supostamente famosa, que já entrou em “importantíssimas “ produções televisivas e que está presa em Espanha por tráfico de axixe ou coisa parecida. Foi igualmente abordada a mãe (que aproveitou para culpabilizar o ex-marido), em grande sofrimento pela filhinha detida, também artista mundialmente famosa na rua dela. Depois passaram ao pai. Actor que já participou em milhares de telefilmes e novelas. E disse o homem a propósito da situação da filha, quando a repórter num pico de inteligência, perguntou:


O que é que tinha falhado?!.


– Ela! Se esteve sempre nos melhores colégios do país, foi para o curso que quis (duas vezes, porque como se vem tornando hábito, depois de escolher e entrar, descobriu que não era aquilo que queria), nunca faltou nada, teve toda a atenção e acompanhamento da mãe, ele não pode estar tão presente quanto gostaria porque estava ocupado a fazer novelas umas atrás das outras para que nada lhes faltasse, então a falha era dela!!!

E este humilde escriba verte: certo. Certíssimo.
É tempo de a geração pais/avós pararem de se auto punir, pelas opções erradas, pelos trajectos desviantes da geração mais nova.
É altura da geração “enrascada” e as outras assumirem os erros. O insucesso escolar, não pode ser ultrapassado pelo esforço desumano do docente. A escolha do curso, não pode ser alterada repetidamente. Odivórcio dos pais não serve de desculpa. ajuventude não iliba.




De vez em quando sabe bem que alguém tenha a coragem de dizer, o que tem que ser dito.


Na minha profissão, deparo-me frequentemente com país que me perguntam a onde falhei. Raramente alguém põe a possibilidade do jovem/criança ter feito uma opção errada, por sua única responsabilidade.


Apesar estarmos numa sociedade/cultura com desprezo pelos valores religiosos, a ideia do P. Américo, de que não há mãos rapazes, vinga.


É sempre mais fácil culpar a escola, a família, essa coisa indistinta chamada sociedade.