debruçada sobre o mar

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Por quem já não volta, por quem eu perdi.

Há uma voz de sempre
Que chama por mim
Para que eu lembre
Que a noite tem fim

Ainda procuro,
Por quem não esqueci
Em nome de um sonho,
Em nome de ti

Procuro à noite, um sinal de ti
Espero à noite, por quem não esqueci
Eu peço à noite, um sinal de ti
Por quem eu não esqueci

Por sinais perdidos
Espero em vão
Por tempos antigos, por uma canção
Ainda procuro, por quem não esqueci
Por quem já não volta, por quem eu perdi

Sétima Legião. Obrigado.

Ouvi (mais uma vez). Não resisti.
São coisas que me dão. Coisa de que nunca me libertarei.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

E um verso em branco à espera de futuro.

No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida

No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo.

Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora da Agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria.

Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.

No teu poema
Existe um canto, chão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano

Existe um rio
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra
E um só destino a embarcar No cais da nova nau das descobertas


Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.


No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E um verso em branco à espera de futuro.






Gostava de conseguir escrever algo parecido, sobre a minha Pátria e a minha Terra Natal. Gostava que o verso em branco se transformasse em azul celeste que a felicidade transporta quando brota dos olhos de um povo quando se sente bem. 

Um obrigado sentido ao autor destas linhas lindíssimas. Não sei o que sentiu e pensou quando as  escreveu. Eu senti um profundo amor pela minha Pátria e não pude deixar de me lembrar da minha Terra Mãe. Um obrigado também a Dulce Pontes que ma minha ignorante opinião tem a melhor interpretação desta preciosidade da cultura nacional.